CIA

A CIA The Biz

Criada no início de 2018, sobre direção geral e artística de André Gress, a Cia The Biz tem como premissa a inauguração de um novo experimento dentro do gênero teatro musical, o qual vem sendo desenvolvido no Nordeste. A proposta da Cia consiste na vivência prática de montagens profissionais de espetáculos musicais elaborados a partir da experimentação conjunta de alunos e professores da escola. Tem-se como base as linguagens do teatro, do canto e da dança, onde cada professor que compõe a Cia pode dirigir e propor ideias dentro do domínio de sua respectiva área de conhecimento. A intenção é buscar a elaboração de uma linguagem própria por meio de uma releitura do termo performance, e também da combinação das três principais práticas artísticas do teatro musical de uma maneira que inove e desafie.

“Para desenvolver o ensino do teatro musical na escola, dentro das áreas de teatro, canto e dança, é necessário buscar uma metodologia que une os três conhecimentos base para o ensino do teatro musical. Colocando em prática os conhecimentos abordados nas três áreas, a escola busca proporcionar aos seus professores a oportunidade de se experimentar executando o que têm domínio, atrelado às outras linguagens que são a base do edificação de um performer. Através de pesquisas e experimentações, a Cia The Biz Desenvolve técnicas para serem aplicadas dentro de sala de aula onde nenhuma das funções é vista de forma individual, fortalecendo a aplicação do produto final.”
André Gress - Diretor da The Biz

“Tive a oportunidade de entender melhor como funciona os três pilares do teatro musical e aplicar novas abordagens em sala de aula, como resistência física, expressão e interpretação.”
Andrey Barbosa - Professor da The Biz

Sobre a parceria The Biz e Pós-UNIFOR

Nos próximos quatro anos mudanças socioeconômicas, geopolíticas e demográficas terão impacto direto no mercado de trabalho, seja no surgimento ou desaparecimento de profissões ou na demanda pelo desenvolvimento de novas competências. É o que concluiu o relatório "The Future of Jobs" produzido pelo Fórum Econômico Mundial, que afirma que as mudanças são justificadas no contexto da chamada Quarta Revolução Industrial formada pela era da robótica avançada, inteligência artificial, automação no transporte e aprendizagem automática. A partir do relatório "The Future of Jobs" e de outras pesquisas que estudam as habilidades do século XXI, desenvolvidas por Joe Davis, pesquisador do MIT e cientista do departamento de genética de Harvard, e James Catterall da Universidade da Califórnia, os estudantes expostos às artes têm melhores desempenhos acadêmicos, mais concentração, criatividade, espírito de colaboração e capacidade de interpretação, habilidades fundamentais para o profissional, consequentemente de extrema importância para indicadores de resultados positivos dentro das empresas e organizações.

E foi partindo de estudos como esses e buscando inovar cada vez mais, preparando os profissionais para as mudanças que ocorrerão no mercado, que a Pós-Unifor realiza em parceria com a Escola de Artes The Biz o musical da Broadway, Godspell, como parte do trabalho de conclusão de curso de alunos dos MBA’s e especializações em arquitetura, moda, fisioterapia e fonoaudiologia e como instrumento metodológico de sala de aula para os demais cursos. As habilidades do século 21 são, em síntese, as habilidades essenciais que os profissionais devem aplicar em nosso mundo em rápida mudança. Para vice-reitora de pós-graduação, Lilia Sales, a arte nos ensina que há algo que nos conecta a todos. “A arte em suas mais variadas formas de expressão, desempenha um papel fundamental no raciocínio cognitivo de alto nível. Vivenciando ativamente a arte, seja produzindo ou como espectador, são desenvolvidas habilidades de colaboração, pensamento flexível, sensibilidade, empatia e imaginação, que nos conduzem à capacidade de inovar”, explica Lilia.

“Muitas vezes a arte não é vista como alimento para as pessoas. Na sociedade atual, cada vez mais vemos a busca por profissionais que sejam abertos e tenham o propósito de desenvolver algo novo. A arte entra como combustível, como alimento da alma. Quando os profissionais entenderem as possibilidades e contribuições que a arte pode desempenhar em suas vidas, poderão utilizar isso como mais uma ferramenta, seja no autoconhecimento ou no desbravar das possibilidades”, explica André Gress.

Sobre a montagem da CIA - Godspell

Godspell é um espetáculo musical baseado nas parábolas do Evangelho de São Matheus; ele leva ao espectador mensagens bíblicas e filosóficas com base em de jogos teatrais. Um grupo de pessoas – arquétipos da sociedade pós-moderna e que podem ser encontrados em qualquer grande cidade – têm seus caminhos cruzados por João Batista, Judas e por Jesus; esse encontro inesperado altera as ações, olhar de todos para a vida e a forma como vivemos em sociedade.

A convivência e o aprendizado obtido pelo grupo têm como resultado a construção de uma comunidade. Ela tem como principais características a busca pela compreensão do outro, o encontro com a essência de cada um de nós, a partilha, a generosidade, o amor e outros bens humanos já tão enfraquecidos diante de uma sociedade automatizada e que coloca seus homens e mulheres num estado de máquina.

As parábolas, as canções e os movimentos em Godspell mostram o caminho de cada integrante do grupo para compreender a filosofia do “bem viver”, proposta no Evangelho de São Matheus, como um caminho para transformar o processo caótico que rege as relações humanas na sociedade atual. Teatro, música, humor, poesia e alegria se unem para dar vida a um dos mais clássicos musicais da broadway.